sexta-feira, 1 de junho de 2012

Poder Local foi o assunto do último encontro temático do PPS na Câmara Municipal



Encerrando a série de 12 encontros semanais para a formulação do plano de governo de Soninha Francine à Prefeitura de São Paulo, o PPS debateu nesta quinta-feira, 31 de maio, o tema "Orçamento da cidade, democratização e fortalecimento do Poder Local". A idéia é buscar o fortalecimento da cidadania nas áreas administrativa e financeira, aperfeiçoando os intrumentos democráticos de transparência, fiscalização e gestão compartilhada.

Após a Convenção de 23 de junho, que vai formalizar a campanha"Um Sinal Verde pra São Paulo", terão início os encontros regionais, reunindo os candidatos, a militância e os moradores dos 96 distritos da cidade. 

O vereador Claudio Fonseca, professor e líder do PPS na Câmara de São Paulo, explicou didaticamente todo o processo de elaboração e acompanhamento do Orçamento Municipal, através de instrumentos legais como o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Falou ainda sobre as fontes de arrecadação direta e indireta da Prefeitura, a composição da receita municipal, a destinação dos recursos dentro do Orçamento, as despesas de custeio e manutenção, além das limitações impostas pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

O ensaísta e tradutor Giovanni Menegoz, da Fundação Astrojildo Pereira, fez um relato da visão histórica do PCB/PPS sobre a importância do Poder Local, os diferentes papéis do Estado e do Governo, a importância da implementação de políticas públicas diversificadas na cidade e as responsabilidades que a própria sociedade deve assumir para o desenvolvimento social e econômico. 

O jornalista Moacir Longo, ex-vereador e presidente de honra do PPS de São Paulo, prega a "radicalização da democracia", com uma ampla reforma do Estado que contemplaria o Poder Local com mais autonomia e recursos para servir à cidadania e não a grupos privados.

Para Longo"o Brasil tem seu desenvolvimento historicamente retardado, desigualdades sociais e regionais chocantes e níveis de pobreza alarmantes que os programas compensatórios de renda não resolvem". Para superar isso, necessita de reformas estruturais profundas e duradouras, "sem as quais não vamos avançar rumo ao progresso e bem-estar social"

Entre as prioridades para mudanças, destaca:

– o Estado colonial-monárquico persistente, com sua estrutura centralista, autoritária e pouco eficiente, que tem se colocado ao longo dos tempos a serviço dos interesses de grupos privados – nacionais e estrangeiros - e de castas parasitárias;

– o modelo tributário que centraliza receitas nas mãos da União, que onera a sociedade, a produção, inibindo o desenvolvimento e punindo estados e municípios;

– o modelo de financiamento da seguridade social arcaico, que não propicia poupança para custeio dos benefícios e nem para investimentos geradores de emprego e renda;

– o sistema educacional que ainda está apegado aos vícios da retórica, do academicismo e do bacharelismo herdado da era colonial, e contaminado pelo obscurantismo dos tempos da Inquisição, em detrimento dos conhecimentos técnico-científicos e da profissionalização;

– as relações entre os Poderes Executivo e Legislativo que se baseiam na liberação de recursos negociados à base da cooptação para formação de maiorias no parlamento, deformando o sistema democrático de representação popular; 

Na questão tributária, Moacir Longo defende a redução da carga de impostos, taxas e tributos para que o país fique mais competitivo e possa crescer em ritmo mais acelerado.

"Uma reforma do sistema tributário terá que ser feita para inverter a equação atual: taxar mais o capital e a propriedade e reduzir a taxação do consumo, e mudar o sistema de repartição das receitas entre União, estados e municípios", afirma.

Os 12 encontros temáticos do PPS tiveram transmissão online e o conteúdo ficará disponível nos meios de comunicação do partido. Reveja as fotos e os vídeos das principais apresentações.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

PPS e PMN anunciam coligação e lançam Soninha


PPS (Partido Popular Socialista) e oPMN (Partido da Mobilização Nacional)vão estar juntos na eleição municipal de São Paulo, em torno das candidaturas de Soninha Francine (PPS) à Prefeitura e de Lucas Albano (PMN) para vice-prefeito, com uma chapa com 110 candidatos (73 homens e 37 mulheres) dos dois partidos ao Legislativo paulistano.

Sob o lema “Um Sinal Verde pra São Paulo”, PPS e PMN anunciam esta coligação emblemática e elaboram em conjunto um plano de governo para a Prefeitura de São Paulo - que serve de modelo para outros municípios -, marcados pelo comportamento ético de seus candidatos e comprometidos com o desenvolvimento justo e sustentável, além de estabelecerem princípios para uma gestão transparente e participativa. 

Ambos entendem que para concretizar a proposta deste "Sinal Verde pra São Paulo" será essencial somar esforços e agregar o máximo de gente bem intencionada e disposta a transformar para melhor a cidade e o país. 

Convenção Eleitoral que vai formalizar essa coligação entre PPS e PMN está marcada para o dia 23 de junho (sábado), a partir das 9h30 da manhã, no Plenário da Câmara Municipal de São Paulo (Viaduto Jacareí, 100 - 1º andar - Bela Vista)

A jornalista Sonia Francine Gaspar Marmo, 44 anos, foi vereadora de São Paulo eleita pelo PT em 2004, candidata à Prefeitura pelo PPS em 2008 e subprefeita da Lapa. O advogado Lucas Albano Ribeiro dos Santos, 62 anos, é presidente estadual do PMN paulista e foi candidato a senador (2002), deputado federal (2006 e 2010) e vice-prefeito (2008). 

Também integram a coligação "Um Sinal Verde pra São Paulo" apoiadores de Marina Silva nas eleições presidenciais de 2010, que acompanharam a ex-senadora na saída do PV e estão representados, por exemplo, na candidatura a vereador de Ricardo Young, estabelecendo um pacto, a partir de São Paulo, para a consolidação do "Movimento por uma Nova Política" e da construção de uma via alternativa para o Brasil. 

Esse pacto é proposto exatamente no momento em que PPS e PMN também buscam a formatação de uma nova organização política, mais aberta, transparente, democrática, renovada, sensível aos anseios da sociedade e que supere o atual modelo ultrapassado e desacreditado de política-partidária. 

O que essa coligação pretende é dar voz à parcela significativa da população que tem mandado nas urnas, nas redes sociais e nas ruas o seu recado de descontentamento contra a mesmice da política e tem o desejo sincero de transformar o mundo e a comunidade onde vive. 

Um Sinal Verde pra São Paulo 

Um Sinal Verde pra São Paulo. Não poderia haver simbologia melhor para a cidade que não pode parar. Sinal verde para o cidadão que pede passagem, sinal verde para o trânsito, sinal verde para o desenvolvimento, sinal verde para o transporte alternativo, para a saúde, para a educação, para a segurança, para o esporte e o lazer. Sinal verde para a qualidade de vida. Sinal verde para a diversidade. Verde do meio ambiente e da sustentabilidade.

Sinal verde. Está aí o símbolo, a marca da campanha do PPS e do PMN para as eleições de 2012. Sinal verde pra São Paulo. Sinal verde para o paulistano.

O PPS, o PMN e todos os seus candidatos às eleições municipais de 2012 se comprometem publicamente a sensibilizar, mobilizar e oferecer um programa de governo para a promoção do desenvolvimento sustentável na cidade de São Paulo. 

Este compromisso público tem como referência o "Programa Cidades Sustentáveis", iniciativa proposta pela Rede Nossa São Paulo, pela Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveise pelo Instituto Ethos, com o objetivo de que as cidades brasileiras se desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável. 

O Programa engloba a Plataforma Cidades Sustentáveis, desenvolvida para constituir um banco de dados com práticas exemplares e políticas exitosas de sustentabilidade urbana. Agora, com foco nas próximas eleições, o Programa inova ao apresentar ferramentas importantes para o engajamento dos candidatos e o acompanhamento da sociedade civil. 

Quem foi que disse?

A coligação "Um Sinal Verde pra São Paulo" representa a continuidade natural da campanha apresentada pelo PPS em 2008, quando a então vereadora Soninha Francine foi candidata à Prefeitura questionando: Quem disse que político é tudo igual? Quem disse que não tem mais jeito? Quem disse que só tem um jeito de fazer política? Quem disse que meu voto não faz diferença? Mas por que, afinal, votar na Soninha para a Prefeitura de São Paulo? 

Cada um tinha a sua própria resposta, mas no geral os motivos foram listados aqui. Reveja também aqui todos os programas apresentados pelo PPS naquela campanha. 

Entre as propostas da Soninha e do PPS formuladas em 2008, algumas também foram encampadas pelo prefeito Gilberto Kassab, eleito naquele ano. Relembre aqui.

Lembrando que em 2008 foi a candidatura de Soninha Francine que introduziu no debate questões de mobilidade urbana, reconfiguração do território, proximidade casa-trabalho, repovoamento do centro, ciclovias etc.